Vinhos do Tejo atraem chineses à região

No âmbito do seu Plano de Acções Promocionais, é notória a aposta que a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) tem vindo a fazer a nível internacional, com especial enfoque nos seis mercados que identificou como estratégicos: Brasil, China, Polónia, Reino Unido, Estados Unidos da América e Alemanha, países nos quais os vinhos do Tejo tiveram um crescimento global de 57% entre 2014 e 2017.

 

Foi com este enquadramento que nos dias 08 e 09 de Fevereiro (de 2018) decorreu mais uma sessão de ‘Visitas Inversas’ – uma iniciativa que a CVR Tejo estreou em 2014 e que tem vindo a colher generosos frutos –, desta feita com a vinda de chineses à região. Um grupo composto por jornalistas e críticos de vinhos, mas também importadores e outros representantes do comércio. De notar o facto destas nove pessoas terem visitado pela primeira vez, não só a região do Tejo, mas o nosso país.

 

Se este foi um grupo de debutantes, o mesmo não aconteceu com os Vinhos do Tejo, visto não ser a primeira vez que recebem representantes deste mercado na região. A China é um mercado emergente e com enorme potencial no que toca à importação de vinhos, sendo por isso imperativo estreitar relações. Os chineses têm uma cultura de negócio bastante peculiar, valorizando o contacto directo com as pessoas: gostam de conhecer o produtor e o local de produção, valorizando assim o produto final.

 

Uma visita relâmpago, mas extremamente recheada. Se o primeiro dia foi dedicado a conhecer os produtores e os seus vinhos in loco, com visita à Fiuza, Pinhal da Torre, Quinta da Lagoalva, Adega de Almeirim e Quinta da Ribeirinha, no segundo dia, a lógica inverteu-se e foram os produtores que se deslocaram à Casa da Caça, em Almeirim, para apresentarem os seus vinhos, numa mostra que contemplou Quinta da Lapa, Adega do Cartaxo, João M Barbosa Vinhos, ENOPORT, Quinta de Vale de Fornos, Quinta do Arrobe, Casal da Coelheira, Falua, Quinta do Casal Branco e Casa Cadaval. O dia terminou com um jantar de encerramento na afamada Quinta da Alorna.

 

Um programa desenhado a preceito com o objectivo de mostrar o Tejo, como região produtora de vinhos, destacando o seu potencial, a sua história e tradição, os seus terroirs, as suas castas mais características e os seus produtores mais representativos e, é claro, os seus vinhos. Sem esquecer a beleza e as riquezas turísticas, mas também a gastronomia, de mão dada com os vinhos.

 

Uma jornada que deixou marcas, as marcas de um Tejo que seduz pelo território, pela gastronomia e pelos seus vinhos de qualidade e genuinidade.