As belas vindimas chegaram ao Tejo!

Foto

© Quinta da Alorna

Entre o fim do Verão e a entrada do Outono, surge a bela época das vindimas, um dos mais característicos momentos da etnografia portuguesa que, naturalmente, antecede a esperada produção do novo vinho.

A vindima é sem dúvida uma época marcante no calendário, altura em que proporciona dias intensos dedicados à apanha de castas brancas e tintas, que assim, originam os riquíssimos blends ou vinhos monovarietais.

Sendo Janeiro o mês da poda, é na Primavera que se formam os cachos, que só no Verão desenvolvem a sua cor, aroma e paladar, ganhando a força necessária para se iniciar a vindima – altura em que uva se apresentar madura e pede para ser colhida da cepa.

Apesar dos processos modernos, se falarmos em tradição, na região Tejo ainda podemos encontrar grupos de pessoas que fazem a apanha da uva manualmente. É um ritual que começa bem cedo, com tesouras na mão e cestos aos pés para encher ou à cabeça, já cheios, a caminho dos tratores, que levam as uvas colhidas para as adegas.

Em Portugal, e claro, na região Tejo, entre Agosto e Setembro todas as atenções e esforços concentram-se na apanha da uva e a sua produção. Nesta altura facilmente conseguimos juntar ranchos de gente de diferentes gerações, que dão longevidade à tradição. Estas escassas semanas são marcadas pela reunião e construção de famílias e amigos marcados pela envolvente de entreajuda e paródia.

O desembaraço, a energia e rapidez marcam o passo e dão ritmo aos dias de vindima. São meses de entrega, que requerem pessoas enérgicas, bem dispostas e preparadas para fazerem do ambiente trabalho um local de festa e convívio.

Sendo clara a relevância do processo de apanha e transporte imediato da uva para as adegas, é crucial referir a importância de todo o processo de transformação e fermentação que distingue um vinho na sua qualidade. Felizmente, perante toda a dedicação e entrega, a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo só pode esperar o bom vinho deste ano!