Barómetro da Vindima

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“O ano de 2015 tem-se revelado um excelente ano vitícola” é assim que o Eng. José Sousa, responsável pelo Departamento de Viticultura da CVR Tejo qualifica a campanha deste ano.

Segundo o técnico da CVRT, tivemos um inverno seco seguido de uma primavera seca, sendo que Maio foi o mês mais quente desde que se fazem registos na região. O verão tem-se apresentado quente e seco. Estas condições climatéricas foram excelentes para a cultura da vinha, por isso as vinhas não apresentaram doenças e as uvas são de qualidade excepcional.

A vindima na região teve início na segunda semana de Agosto. Nessa semana começaram a vindimar-se as castas brancas mais precoces como a Fernão Pires, casta emblemática da região.

Tradicionalmente os produtores da Charneca são os primeiros a começar a vindima, este ano não foi excepção. Na generalidade dos casos já vindimaram as castas brancas e estão agora a meio da vindima das castas tintas.

No Campo a vindima está ligeiramente mais atrasada, há produtores ainda a terminar a vindima das castas brancas e simultaneamente já iniciaram a vindima das castas tintas mais precoces, como o castelão e aragonez.

Os produtores do Bairro, como é habitual, começam a vindima um pouco mais tarde. Este ano a vindima no Bairro está uma semana atrasada para uma parte substancial dos produtores. As condições climatéricas a norte da região têm propiciado maturações fenólicas antecipadas contudo, as maturações alcoólicas estão genericamente um pouco atrasadas, por este motivo já se começaram a vindimar algumas castas brancas mas as castas tintas ainda não começaram a ser vindimadas. No Bairro prevê-se o fim da vindima para o final de setembro, sendo que neste momento está completa cerca de 20% da vindima.

No que toca à qualidade desta vindima todos os enólogos são unânimes este será um ano excepcional para o Tejo.