Verão e Vinhos brancos, combinação perfeita!

Chegou o verão e com ele os piqueniques, as churrascadas com os amigos à beira da piscina, as refeições leves e descontraídas acompanhadas por um copo fresco de vinho branco.

As temperaturas sobem e os hábitos alimentares adaptam-se, damos preferência a pratos leves: peixes e carnes grelhados, saladas, mariscos, por isso os vinhos que os acompanham querem-se frescos, frutados, com boa acidez. Não devemos esquecer que estes vinhos devem ser servidos a temperaturas adequadas, dependendo do tipo de vinho branco, entre os 8 – 12ºC.

A região Tejo tem-se afirmado nos últimos anos também pelos excelentes vinhos brancos que produz em diferentes estilos: vinhos brancos jovens, frescos, frutados e acídulos ou vinhos brancos com maior complexidade, acidez equilibrada, untuosidade, notas de madeira e persistência.

Falámos com alguns dos principais enólogos da Região Tejo para que caracterizassem os vinhos brancos produzidos nesta região.

O Enólogo João Sardinha, Chefe da Câmara de Provadores da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo, profissional com uma extensa experiência refere: “Os vinhos hoje produzidos nada têm que ver com os de há 30 ou 40 anos. Mas provavelmente, lá iremos voltar, já que a moda tem ciclos. Há 40 anos procuravam-se vinhos brancos com estrutura (meia curtimenta), com fruta e cor palha mais carregada. Depois, no final dos anos 80, início dos anos 90, vieram os vinhos brancos leves, quase incolores, com baixo teor alcoólico (11,5 %). E hoje em dia o álcool diminui, alguns brancos procuram o equilíbrio entre a fruta e a madeira, outros privilegiam a fruta, para o que contribuem as castas actualmente plantadas.

A obtenção de um determinado vinho para um determinado mercado ou faixa de consumidores começa na vinha, sendo depois continuado o processo com a utilização racional da tecnologia hoje disponível. O que não quer dizer que tudo tenha mudado, nomeadamente no que diz respeito às castas, tendo havido a introdução de castas menos conhecidas na região, como o Sauvignon Blanc, o Viognier, o Chardonnay, mas com a conservação do maioritário Fernão Pires e também do Arinto, que com as suas características específicas, permitem por si só ou em combinação com as outras, obter os vinhos que os consumidores pretendem. É tudo uma questão de moda, porque uvas, tecnologia, enólogos competentes e produtores empenhados não faltam, com a colaboração fundamental da CVR Tejo, que além da função de certificação tem também desempenhado um papel fundamental na área do Marketing e promoção. Desta combinação resulta a obtenção dos inúmeros prémios obtidos pelos nossos Vinhos do Tejo em diversos concursos nacionais e internacionais.”

Os vinhos assumem estilos diferentes também consoante o terroir de onde provêm por isso quisemos conhecer visão de enólogos que trabalham especificamente em cada um dos terroirs da região: Bairro, Charneca e Campo.

Na opinião do Enólogo Pedro Gil,” os vinhos brancos da Adega Cooperativa do Cartaxo, têm nos últimos anos, tido origem predominantemente em uvas vindas do Campo.

Os nossos vinhos brancos têm por base sobretudo a casta Fernão Pires. Os vinhos originários do Campo apresentam como características a cor citrina, aromas citrinos, por vezes com notas florais, sabor frutado, fresco e equilibrado. As uvas com origem no Bairro, dão origem a vinhos de cor citrina, aroma de boa intensidade com notas de frutos tropicais em conjuntos com notas florais, têm maior complexidade, sabor frutado, fresco e equilibrado com final de alguma profundidade.

A disponibilidade de novas castas, tais como, Arinto, Verdelho, Sauvignon Blanc, Moscatel entre outras, permitirá produzir vinhos mais complexos, profundos e frescos, bem como apresentar uma gama diversificada de novos vinhos.

Quanto aos Vinhos do Tejo em geral, estes têm tido uma evolução enorme nos últimos anos, embora com uma diversidade grande entre eles dependendo da sua origem e das castas que os compõem, originando sempre vinhos modernos complexos e frescos.”

Segundo a Enóloga Antonina Barbosa da Falua, “os diferentes Terroirs que encontramos dentro da Região Tejo tornam-na numa região muito rica, capaz de produzir uma grande diversidade de vinhos de grande qualidade, nomeadamente excelentes vinhos brancos. A maioria das vinhas da Falua estão localizadas na Charneca, estando as restantes situadas no Campo, zona que reúne, em nossa opinião, óptimas condições para produzir vinhos brancos e de onde provêm uma parte significativa dos nossos vinhos brancos. As castas brancas predominantes nos nossos vinhos são o Fernão Pires, o Arinto e Chardonnay.  Os solos e o clima desta Região, muito influenciados pela proximidade do Rio Tejo,  permitem, quase sempre, alcançar um ponto óptimo de maturação das uvas brancas, quer no que diz respeito ao equilíbrio açúcares/ácido, quer à parte aromática. Os vinhos são usualmente caracterizados por uma boa acidez, conferindo-lhes uma grande frescura. São vinhos muito equilibrados, aromáticos e elegantes, com bom volume e persistência.”

Destacamos aqui alguns dos melhores brancos do Tejo que farão as delícias desta estação sempre consumidos com moderação!

 

Terra Chã Branco 2014

Castas: Arinto, Trincadeira das Pratas e Moscatel

Nota de Prova: Este vinho é equilibrado, com aroma muito fino de boca. Tem boa acidez, bem como final elegante e persistente.

Terra Ch 

Conde de Vimioso Branco 2014

Castas: Arinto, Fernão Pires

Nota de Prova: Vinho de cor citrina, suave e fresco, destacando-se nos aromas tropicais o ananás e a manga, combinados com notas florais de rosa. A prova é elegante e envolvente, apresentando um perfumado e longo final de boca.

CondeDeVimioso2014VB_72 

Encosta do Sobral Selection Branco 2014

Castas: Fernão Pires, Arinto, Malvasia

Nota de Prova: Cor aberta, aroma intenso a fruta fresca, elegante e persistente e com um final de boca longo.

ESBS

Padre Pedro Branco 2014

Castas: Arinto (60%), Verdelho (20%), Fernão Pires (10%) Viognier (10%)

Nota de Prova: Cor citrina brilhante. Aroma intenso e fresco, com notas florais e citrinas e notas de polpa branca. Paladar suave e equilibrado, com um caracter mineral, que lhe confere um final fresco e persistente.

PadreP_Branco

Quinta da Alorna Reserva Branco 2014

Castas: Arinto (60%), Chardonnay (40%)

Nota de Prova: Complexo pela fruta fresca e citrina do Arinto, fruta madura e notas fumadas do Chardonnay. Na boca apresenta boa estrutura e equilíbrio entre a acidez e a frescura do Arinto, a maturação do Chardonnay e a elegância da madeira. Final de boca intenso e muito persistente.

QABranco Reserva

Tyto Alba Branco 2014

Castas: (90%) Fernão Pires, (10%) Verdelho

Nota de Prova: aspecto cristalino, cor citrina com laivos esverdeados. Aroma frutado (tangerina, ananás e pêssego) com nuances aromáticas das barricas onde fermentou.

Tyto-Alba-Branco-2013

Varandas Grande Escolha Branco  2014

Castas: Chardonnay(45%), Arinto(55%)

Nota de Prova:Cor citrina, aromas de frutos de polpa amarela, ligeiro fumado e alguma tosta de pão, boca ampla e estruturada com acidez muito viva e omnipresente, volume e gordura notório, complementados com final longevo e firme.

Varandas Grande Escolha Branco